domingo, 8 de dezembro de 2013

Fala Contigo





Quando as nuvens do sofrimento
Invadirem teu céu mental,
Não desfaças a sombra em trovões e coriscos,
Fulminando corações em derredor...
Poderias aniquilar
Muitos germes da fé,
Muitas flores tenras da esperança.
Busca o refúgio do silêncio e medita...
E quando a serenidade acolher-te em seu manto,
Fala contigo mesmo,
Conversa com a tua própria ira,
Põe diante dos olhos sua figura sombria,
Dize-lhe que talvez teu irmão
Sinta fome de pão ou sede de carinho
Sem que ninguém lhe conheça o heroísmo obscuro!
Talvez esteja exausto
À procura das oportunidades que te sorriem desde muito,
Incapaz de suportar, por mais tempo, as lutas que lhe
parecem intermináveis...
Possivelmente,
Não iniciou a existência com os recursos felizes de teu começo
E viverá revoltado, entre os espinhos da ignorância.
Quem sabe?
Dize à tua cólera
Que o pobrezinho é desfavorecido e infeliz,
Provavelmente, nunca recebeu
Um beijo de mãe, um carinho de esposa, a ternura de um filho,
Um abraço de irmão, o afeto de um amigo,
Talvez
Esteja perseguido em si mesmo
Pelos demônios da inconformação!
Comunica-lhe tuas impressões fraternais no grande silêncio...
Tua cólera ouvirá, chorando de dor
E as lagrimas benditas
Lavar-lhe-ão a túnica negra
Que resplandecerá de alvura e de beleza...
Em seguida,
Voltará ao teu coração,
Plenamente transformada.
Deixará seus títulos, seus direitos e honrarias,
Esquecerá toda ofensa, toda injúria, toda dor...
Mudará o próprio nome
E chamar-se-á Compreensão,
Compreensão gloriosa e sublime,
Filha de Deus,
Irmã da Humanidade e Serva da Natureza,
Para a Vida Imortal...


Alma Eros

A Oportunidade


Em todas as direções do planeta, observamos o homem do mundo perseguindo as oportunidades. De modo geral, todavia, as criaturas humanas não procuram senão a oportunidade de uma situação de evidência transitória na Terra. Encontram-se apressados os que buscam as grandes ocasiões do dinheiro, dos títulos convencionais, das situações de destaque, dos desejos satisfeitos, sob o ponto de vista planetário, os homens, identificados no mesmo ideal mundano, abraçam-se, na comunhão do interesse, nesses encontros fortuitos. Os demais saudam-se ligeiramente, em atitude suspeitosa, temendo a alheia intromissão nos seus inferiores desígnios. Essa, a estrada comum da vida sobre a Terra.

E os que passam contemplando o céu ou meditando na sabedoria da Inteligência Suprema que lhes facultou as belezas e utilidades do caminho, para os seus semelhantes inquietos não serão criaturas de seu tempo. O homem vulgar, todavia, ainda não se capacitou de que essa corrida apressada não é mais que uma oportunidade para morrer. Morrer, segundo a carne e segundo o espírito também, porque as realizações materiais, quando não acompanhadas de dualidade edificante, no plano definitivo da alma, podem conduzir aos débitos mais escabrosos, em séculos de regeneração pungente e amarga.

Nessa movimentação desordenada das criaturas, muitas vezes, faz-se mister lançar mão de sagrados patrimônios da consciência, sufocam-se as tendências mais nobres, espezinham­os melhores sentimentos. Faltam a esses lutadores inquietos os valores legítimos da iluminação interior e é por isso que, frequentemente, vemos o político elevar-se para atender à maquinaria da destruição, formar-se o sacerdote para a defesa de vãos interesses, eleger-se o jurista para desviar o direito ou preparar-se o médico para confundir o problema da saúde.

Quase todas as criaturas marcham ansiosas, na valorização da oportunidade falsa, e chegam esgotadas ao término da luta, esbarrando na realidade da morte, desprevinidas e infelizes. E' que o homem ainda não quis compreender que a maior oportunidade não poderia sair da indigência de nossas mãos. Somos espíritos imperfeitos e não poderíamos criar a oportunidade perfeita para a felicidade real. Só a sabedoria e a magnanimidade de Deus podem conceder às nossas almas esse ensejo divino. E essa oportunidade sagrada é a da Vida. O berço mais pobre e o corpo mais deformado constituem essa concessão da Infinita Misericórdia.
Representam a porta consoladora, por onde o espírito humano regressa à valorosa oficina de trabalhos que é a Terra. E somente quando a criatura sabe apreciar a extensão desse ensejo, lendo a cartilha do esforço próprio, nas sendas mais penosas da regeneração ou do aprendizado, terá descoberto a sua oportunidade definitiva de glorificação e paz, porquanto, não mais estará edificando sobre a areia das convenções do mundo, das pretensões científicas ou das galerias do falso conhecimento, mas sim, na base imortal do sentimento e da justa razão.

Dentro dessas observações, devemos considerar que a mais elevada oportunidade de um homem é a sua própria existência e a vantagem real dessa bênção reside na iluminação definitiva do espírito.
O Mestre é Jesus.
A Escola é a Terra.
O Bem é o trabalho que aperfeiçoa.
O Adversário é tudo o que afaste a energia do serviço real com o Cristo.
Em vista dessas verdades, que discípulo ponha mãos à obra de sua purificação e ninguém espere um céu que não edificou em si mesmo.

Emmanuel

A ÁRVORE ÚTIL


Vão e voltam viajores. Sucedem-se os dias ininterruptos.

A árvore útil permanece, à margem do caminho, atendendo, generosamente, aos que passam.

Mergulhando as raízes na terra, protege a fonte próxima, alentando os seres inferiores, que se arrastam no solo. Recolhendo o orvalho celeste, na fronde alta, atende aos pássaros felizes que cortam os céus.

Costuma descansar em seus braços a serpente venenosa. Na folhagem, as aves pacíficas tecem o ninho. A andorinha errante e exausta ganha força nova em seus galhos, enquanto o filhote mirrado ensaia o primeiro vôo.

O viadante repousa à sua sombra. O botânico submete-a a estudos demorados e experiências laboriosas.

A agricultura apossa-se-lhe das sementes. Pede o doente a substância medicamentosa. O faminto exige-lhe frutos.

Os jovens arrebatam-lhe as flores. O podador reclama-lhe o fogo de inverno.

Não raro, seus ramos são conduzidos às câmaras mortuárias, onde chovem as lágrimas de dor ou aos adornos de praças festivas, onde vibram gargalhadas de ironia da multidão.

Em seu tronco respeitável, muitos servos do campo experimentam o gume afiado da foice ao deixar o rebolo.

Na ausência do homem, os animais grosseiros buscam-lhe os benefícios. A lesma percorre-lhe os galhos, o lobo goza-lhe o refúgio.

Seu trabalho, porém, não se circunscreve ao plano visível. Movimentando todas as suas possibilidades, o vegetal precioso esforça-se e respira, para que as criaturas respirem melhor, em atmosfera mais pura.

O mordomo da terra, no entanto, quase nunca vê o serviço integral, não lhe conhece os sacrifícios silenciosos e jamais relaciona a totalidade das dádivas recebidas.
Raramente, dá-lhes um punhado de adubo e nunca se informa, respeito à invasão dos vermes para defendê-la, convenientemente.

Conhecendo-lhe apenas o machado destruidor, se a colheita dos benefícios tangíveis oferece expressão menos abundante.

A árvore generosa, porém, continua produzindo e alimentando, servindo e espalhando o bem, nada esperando dos homens, mas confiando na garantia eterna de Deus.

Médiuns dedicados a Jesus, fixai a árvore útil como símbolo de vossas vidas!... Dilacerados e perseguidos, incompreendidos e humilhados, alimentando vermes e pássaros, auxiliando viajores felizes e infelizes, continuai em vosso ministério sublime de amor não obstante a indiferença do ingrato e o escárnio da foice, convencidos de que enquanto o machado do mundo vos ameaça, sustenta-vos na batalha do bem, o invisível manancial da Providência Divina.

Emmanuel

sábado, 5 de outubro de 2013

Tratamento espiritual aplicado a deficientes mentais demonstra eficácia

A prática espiritual, quando empregada em conjunto com padrões médicos convencionais, pode ser um tratamento eficaz para a deficiência mental. É o que concluiu o médico Frederico Leão em sua dissertação de mestrado defendida no Instituto de Psiquiatria (IPq), da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O pesquisador analisou os casos de 650 pacientes internados nas Casas André Luiz, onde trabalha como psiquiatra, e verificou que aqueles que foram submetidos a determinadas sessões espirituais obtiveram melhoras significativas.
O médico utilizou a metodologia científica (estatística e escala psiquiátrica de avaliação) para analisar o efeito das chamadas "sessões mediúnicas". Segundo a crença espírita, o médium é capaz de incorporar a mente do deficiente mental e intermediar a comunicação entre o paciente e o grupo presente no encontro.
Num primeiro momento, Leão avaliou o estado de saúde dos pacientes que compuseram sua amostra e, seis meses depois, fez novas avaliações. "Embora todos os pacientes tenham obtido melhoras, o grupo dos vinte que participaram das sessões mediúnicas (que se comunicaram pelo médium) teve avanços ainda mais significativos do que aqueles que receberam outros tipos de tratamento espiritual", informa o pesquisador.
A maior parte dos pacientes observados sofrem de deficiências "graves e profundas", como define Leão. Há muitos casos de paralisia cerebral e cerca de metade deles é acamada. As idades variam de 4 a 50 anos, e a maioria são adultos jovens.
Critérios
Como método de avaliação dos pacientes, o pesquisador utilizou a Escala de Observação de Pacientes Psiquiátricos Internados (EOPPI), que considera fatores como desempenho motor, comunicação verbal, dificuldade em se realizar tarefas cotidianas e a ocorrência de sintomas de delírio. "Estatisticamente, os vinte participantes das sessões mediúnicas obtiveram melhoras consideráveis, que estão fora do campo do acaso", conta Leão.
Como os pacientes não sabiam de sua participação nessas sessões, aponta o pesquisador, deve ser excluído o efeito placebo (efeito psicológico de melhora ocasionado pelo simples conhecimento de que se está recebendo um determinado tratamento). Era preciso observar a incorporação do médium e somente então identificar o paciente que supostamente se expressava. Os que acreditam nessa possibilidade de comunicação apostam que, ao falar de suas angústias e problemas, os pacientes obtêm benefícios psicoterápicos.
Hipóteses e objetivos
Para explicar os efeitos do tratamento espiritual, Leão levanta a hipótese de que as melhoras correspondem às práticas da instituição, embora ela não explique a maior eficiência terapêutica das sessões mediúnicas. O fato de os funcionários, devido à sua formação religiosa, tratarem os pacientes com maior atenção e humanismo, por exemplo, pode ser um dos fatores que auxiliam no tratamento. Reforça essa hipótese a constatação de que todos os pacientes submetidos a qualquer prática espiritual tiveram melhoras em seu quadro clínico quando comparados àqueles que receberam apenas o tratamento convencional.
O médico destaca que o principal objetivo de seu trabalho é incentivar novos estudos na área. "A expectativa é estimular análises mais detalhadas, que considerem um período maior de observação e trabalhem também com instituições não-religiosas", afirma.
Frederico Leão

SUICIDIO

O SUICIDA É, ANTES DE TUDO, UM SOLITÁRIO. DESCOBRIR UM MEIO DE CHEGARMOS À CRIATURA SOLITÁRIA PODE SER UM ÚTIL E BENÉVOLO EXERCíCIO DE CARIDADE EM FAVOR DO PRÓXIMO

Falar sobre os suicidas nos dá o ensejo de pensarmos no trabalho de renovação espiritual que está ao alcance e na obrigação de todos nós.
Acredito que todos devemos ajudar ao próximo, principalmente quando vemos nosso irmão se aproximar de uma situação desgastante, desigual e potencialmente suicida. É nossa obrigação! Embora não devamos ser inconvenientes, nem por isso devemos deixar de falar todas as vezes que vejamos a dor do próximo.
O suicida é, antes de tudo, um solitário. Descobrir um meio de chegarmos à criatura solitária pode ser um útil e benévolo exercício de caridade em favor do próximo. Utilizemos os recursos ao alcance de nossas mãos para auxiliar o suicida ou ao potencialmente suicida, pois isto será uma boa atitude e, certamente, nossos guias espirituais nos ajudarão. Quanto ao suicídio propriamente dito, lutemos contra todas as formas de depressão, fuga e falta de fé.
O suicida deve ser considerado como um corajoso ou um covarde? Por quê?
Altivo Pamphiro - Todos os espíritos de bem informam que o suicida é, antes de tudo, um egoísta, que pensa somente em suas dores, ignorando as dores que irá causar em seus entes queridos. Não se pode generalizar e chamá-los de corajosos ou covardes, porque, na realidade, antes de tudo, eles estão preocupados com suas próprias idéias. Há, entretanto, os casos de loucura, nos quais o suicida, em um estado de demência, não pode avaliar o crime que está cometendo. É atribuído ao espírito Emmanuel a informação de que Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, ao se matar, não foi considerado como um suicida, uma vez que evitou uma guerra civil com sua morte. Desse modo, vemos que a Lei de Deu prevê considerações que nem sempre estão ao nosso alcance.
Quais os fatores espirituais que podem levar uma pessoa a desejar não mais viver?
Altivo Pamphiro - Principalmente a sociedade. O espírito, quando não tem mais motivo para lutar, pode se desesperar e entrar em uma depressão que o leva a pensar no suicídio. Há cerca de dez anos, na Suécia, houve uma pesquisa entre médicos e paramédicos sobre se algum deles teve o desejo de se suicidar algum dia. A informação, impressionante aliás, foi de que todos os médicos e paramédicos que habitualmente se dirigiam para os países pobres, oferecendo seus serviços durante as férias, jamais pensavam em suicídio. Vê-se que o trabalho é realmente um grande antídoto para a atitude suicida.
Para onde vão realmente os espíritos dos suicidas? Há alguma regra geral para quem comete este ato ou os motivos que o levaram a cometê-lo podem amenizar essa pena, se assim podemos chamar?
Altivo Pamphiro - A médium Yvonne Pereira, em seu portentoso livro Memórias de um Suicida, fala do "Vale dos Suicidas". Entretanto, temos notícia de outros suicidas que não foram para o referido vale porque não constituíam um perigo para os encarnados. Segundo a médium, vão para o "Vale dos Suicidas" aqueles espíritos capazes de influenciar os encarnados. Eles, então, são segregados para não terem como influir nos homens.
Em média, quanto tempo o espírito de um suicida fica vagando pelas regiões umbralinas?
Altivo Pamphiro - Não há previsão para esse tempo. Dizem os espíritos condutores que o espírito fica vagando enquanto não consegue harmonizar sua mente e entender o apoio que está sendo dado a ele. Portanto, isso varia de espírito para espírito.
Será que todos nós, em alguns instantes, não somos suicidas, se assim podemos definir tal nomenclatura, quando estamos em algum estado "negativo", como chateados, deprimidos, aflitos, inseguros, envergonhaados, irados etc., e agimos contra a lei?
Altivo Pamphiro- Digamos que o suicida é aquele que, além de não conseguir superar esses estados mórbidos, procura fugir das realidades do mundo em que vive. Podemos também, como você está falando, ser considerados como suicidas potenciais todas as vezes que entramos nesse estado de morbidez psíquica. De alguma forma, somos suicidas quando desgastamos desnecessariamente o corpo ou desistimos de viver.
Quando algumas religiões levam seus seguidores a suicídios coletivos, quem possuirá maior dosagem de culpa? Se alguém for obrigado a se matar, como ter que se jogar de um lugar, por exemplo, ele é culpado?
Altivo Pamphiro - Quando os seguidores de uma religião se suicidam, eles não têm culpa pelo ato, mas sim por terem se deixado envolver pelas ordens absurdas que lhes foram dadas. A culpa do suicídio propriamente dito caberá aos seus diretores, que os induziram. Quanto aos que são obrigados a se matar, estes não se suicidam, são assassinados.
Mas ao afirmar que seguidores de determinadas religiões ou seitas, quando se suicidam, não têm culpa, não se está tirando deles o livre-arbítrio em detrimento da fé cega?
Altivo Pamphiro - Quando pessoas abdicam de pensar e se deixam conduzir pela determinação de outros, eles realmente estão errados, mas devemos levar em conta aqueles que não são capazes de discernir. Nesse caso, o livre-arbítrio deles está realmente prejudicado.
Grandes personagens bíblicos possuiam tanto amor pelo povo que colocaram sua própria vida à disposição em troca da libertação dos outros. Esse sentimento "suicida" é antes uma virtude e não um erro, certo? Como disse Martin Luther King, "aquele que não possui uma causa pela qual se disponha a morrer por ela, este não merece a vida que possui". Qual a sua opinião sobre esse tipo de "intenção suicida"?
Altivo Pamphiro - Nenhum desses grandes líderes, na verdade, tinha essa "intenção suicida". Eles tinham a coragem da fé, que poderia chegar até o fato de saberem que correriam risco de vida todas as vezes que falassem suas verdades. Os líderes religiosos enfrentam principalmente a desordem moral e aqueles que se comprazem nela. Luther King enfrentou toda uma classe social em defesa dos negros. Estes homens, poderosos em si mesmos, sabiam que agrediriam ao status gente e, com toda certeza, a sociedade agredida responderia com sua linguagem de violência. Tenho certeza de que estes homens, ao enfrentarem esta sociedade, sabiam que a resposta que elas dariam seria a violência. Por isso digo que, na verdade, eles tinham a coragem da fé.
Se uma pessoa bebe e é atropelada ou bate o carro, ela cometeu um suicídio? Quanto ao suicídio lento por desgaste desnecessário do próprio corpo, há diferenças entre os que o fazem com álcool, drogas, fumo, comidas excessivamente gordurosas ou mesmo com um simples refrigerante?
Altivo Pamphiro - O fato das pessoas ignorarem que o álcool e o tabaco podem levar à morte não as eximem do sofrimento oriundo desses agentes químicos. O suicídio, nesse caso, seria indireto, mas nem por isso deixa de ser um desgaste desnecessário e inoportuno, que cedo ou tarde causará um sofrimento para os que abusarem assim de seu corpo. Tudo na vida depende da intenção. Se você também usa o excesso de gordura pensando que isso não lhe fará mal, você estará menos comprometido, mas nem por isso deixará de sofrer os efeitos de seus atos. Quanto ao que sofre um desastre e morre em conseqüência da bebida ou do tóxico, ele sofrerá por ver que cortou o fio de sua vida antes da hora. Não será um suicida clássico, mas sim um suicida indireto, que certamente terá de dar contas deste seu ato.
E no caso de pessoas que participam de esportes perigosos e acabam por desencarnar, como foi o caso de Ayrton Senna, seria suicídio? Que culpa tem quem participa de esportes como alpinismo, paraquedismo, automobilismo etc.?
Altivo Pamphiro - Os espíritos que têm conhecimennto das limitações a que estão sujeitos e, mesmo assim, obrigam seu corpo a participar dessas atividades são chamados de suicidas em potencial. Quando ocorre a desencarnação de um deles, o espírito será punido pelo fato de conscientemente agir contra a segurança de seu corpo.
Que tipo de culpa teria alguém que se matasse por não ter seu amor correspondido? E aquela que não lhe correspondia?
Altivo Pamphiro - Quem se mata por amor, segundo a médium Yvonne Pereira, tem em seu benefício o sentimento com que agiu. Não foi uma fuga propriamente dita, mas sim uma falta de resistência moral. A pessoa que não correspondeu ao amor nada tem a ver com a morte do outro se não estimulou um amor que jamais seria correspondido. Muitos suicídios poderiam ser evitados se tivéssemos o evangelho do Cristo mais presente nas famílias
Diante dos problemas de nossa sociedade contemporânea, o que dizer especificamente a respeito de suicídio para os jovens usuários de drogas?
Altivo Pamphiro - Estes antecipam suas partidas para o mundo dos espíritos e as informações que se recebe acerca do estado deles são as mais tristes possíveis. Na verdade, são suicidas.
Hoje em dia, ter relações sexuais sem o uso de preservativos pode ser considerado como atitude potencialmente suicida?
Altivo Pamphiro - Pode sim, caso se busque um parceiro ou parceira e você veja nele apenas o prazer, sem se dar conta dos prejuízos que podem acarretar tal relação.
Pode se fazer alguma coisa para auxiliar os suicidas ou a eles não se pode ajudar de forma alguma? Haverá alguma esperança para os espíritos suicidas e seus familiares?

Altivo Pamphiro - Sabemos que a prece é de grande auxílio para os suicidas, pois quando oramos por alguém, usamos nossa boa vontade, nosso sentimento de compreensão para com o próximo. Todas as vezes que pensarmos com tranqüilidade em favor de uma pessoa, estaremos sugerindo que alguém pensa nela com carinho, com estímulo e boa vontade. Outra forma de auxiliar é vibrar para que ela se encontre, sugerindo pensamentos de estímulo e de paz. 

Altivo Pamphiro - Revista Cristã de Espiritismo