MENSAGENS DE APOIO




Se te sentes deprimido

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Se trazes o espírito agoniado por sensações depressivas, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar.
Se alguém te ofendeu, desculpa.
Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude .
Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres. Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar. Trabalho é a lei do Universo. Disciplina é alicerce da educação.
Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima. Imcompreensões com relação a caminho e decisões que se adotem são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.
Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização imposível.
Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.
Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.
Conflitos íntimos marcam toda criatura que aspire a elevar-se.
Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã. Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.
Compreendendo a realidade de toda a pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e
renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e, abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.




Socorre a Tí Mesmo
Livro: Pão Nosso 
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
"Pregando o Evangelho do reino e curando todas as enfermidades." - (Mateus, 9:35.)
Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registares as vozes e solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia, contudo não entregues o coração à impulsividade arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto cuida de reajustar as emoções e tendências.
Prossegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa.
Melhora as condições do sangue, todavia não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.
Guerreia a hepatite, entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes.
Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques os rins com os vermes de taças brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando porém, o que fazes com os teus pés, braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais, que te ameaçam, todavia aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te à própria cura, mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos.
Eles são vivos e educáveis. Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade.







Entre um gole de chá e lágrimas, contou que seu filho David havia telefonado naquela manhã.

Era véspera do Ano Novo. Eva e o marido estavam programados, como todos os anos, para 
visitar no dia 10 de janeiro, o filho e a nora.

Mas o telefonema fora para pedir justamente que eles não fossem.

David e a esposa diziam precisar descansar, se recuperar do período de festas e pediam 
para não serem visitados. Precisavam respirar.

Eva não se conformava:

Que história era aquela de que precisavam se recuperar para receber pai e mãe? Respirar? 
Isso queria dizer que ela e o marido eram um estorvo, um incômodo quando visitavam o filho?

E o que aborrecia ainda mais era pensar no seu marido. Ele desligara o telefone, e fora 
para seu quarto sem dizer palavra. Estava arrasado.

A amiga a ouviu. Serviu mais um chá e aconselhou: Amanhã, quando você telefonar para ele, 
diga que você ficou decepcionada e triste.

Eva se espantou: Quem disse que eu vou ligar? Ele se quiser que telefone. Sabe o número do
 nosso telefone.

Havia doçura na voz da amiga. Também ponderação e carinho quando voltou a aconselhar:

Eva, você não vai deixar de amar o seu filho porque ele a magoou. Você é mãe.

E, além do que, pense que nenhuma de nós está ficando mais jovem. Não percebe como o 
tempo escorrega por nossas mãos?

Que importa de quem é a vez ou o dever de telefonar? Se fôssemos viver 400 anos, talvez 
nos pudéssemos dar ao luxo de esperar que o outro telefone. Mas, do jeito que as coisas são...

Eva foi se acalmando. E, por fim, concordou em que o melhor era dar a volta por cima.

Além do que, finalizou, eu não suportaria não falar com meu David no Ano Novo.

E um grande abraço selou uma vez mais a amizade das duas almas.

* * *

Seria muito saudável se, ante crises familiares, pudéssemos contar com pessoas assim 
amigas. Pessoas que nos recordassem que a vida é breve, que tudo passa.

Passa a alegria, passam as tristezas.

Seria bom ter amigos que nos lembrassem que a vida é muito curta para se desperdiçar em mágoas e picuinhas.

Hoje se está aqui, amanhã podemos não nos encontrar mais. E o que fica, com o vazio da
 ausência, é um grande remorso que corrói e destrói.

Por que não pedi desculpas? Por que não perdoei? Por quê...?

Não percamos as horas de ser felizes porque alguém foi infeliz em uma frase. 
Ou indelicado em suas expressões.

Ou ingrato, ou mau.

Sejamos sempre aquele que perdoa, acolhe, abraça. Com essa atitude, com certeza, 
quebraremos resistências, criaremos clima de harmonia e seremos felizes.

Porque ser feliz é ter consciência de que não demos causa a distanciamentos familiares, nem 
colocamos nuvens escuras nos relacionamentos.

Ser feliz é viver cada dia, todos os dias, semeando afeições, entendimento, estreitando laços.

Pensemos nisso.
 
Autor:
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17 do livro A doçura do mundo, 
de Thrity Umrigar, ed. Nova Fronteira.




Tempos da Ignorância Capítulo 18, itens 10 e 11 “... Muito se pedirá àquele a quem se tiver muito dado, e se fará prestar maiores contas àqueles a quem se tiver confiado mais coisas. “... Somos nós, pois, também cegos? Jesus lhes respondeu: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas agora dizeis que vedes e é por isso que vosso pecado permanece em vós.” (Capítulo18, itens 10 e 11.)
Lucas relata em Atos dos Apóstolos a seguinte orientação de Paulo de Tarso: ―Deus não leva em conta os tempos da ignorância‖.4 Em outras oportunidades, confirmou também que ―muito se pedirá àquele que muito recebeu‖.5 quer dizer, o agravamento das faltas é proporcional ao conhecimento que se possui. Compreendemos, dessa forma, que somos todos nós protegidos pela nossa ―ignorância‖, pois somente seremos avaliados pela Divina Providência, de conformidade com as possibilidades do ―saber‖ e ―sentir‖, isto é, segundo a nossa maneira de ver a nós próprios e o mundo que nos rodeia. As leis espirituais que dirigem a vida são sábias e justas e adaptam-se particularmente a cada criatura, levando em conta suas individualidades. O eminente psicólogo e pedagogo suíço Jean Piaget, responsável pela teoria de que o desenvolvimento das crianças propicia seu aprendizado, dizia que elas são diferentes entre si, que cada uma tem seu jeito de crescer e de se realizar como indivíduo, e que todos poderíamos ajudá-las nesse crescimento, porém nunca impondo formas generalizadas e semelhantes.
4 Atos 17:30 5 Lucas 12:48.
Piaget ensinava que cada criança pensa e interpreta o mundo com seu peculiar pensamento e com suas possibilidades orgânicas e mentais, quase sempre heterogêneas.
Encontramos no mundo atual modernos métodos pedagógicos que seguem esse raciocínio, levando em conta que cada indivíduo, para assimilar sua realidade de vida, é portador de um processo psicológico de aprendizagem próprio. Cada um percebe de forma dessemelhante os estímulos da Vida, decodifica-os e em seguida os reelabora, formando assim sua própria individualidade.
Por outro lado, encontramos também na reencarnação a guarida desses métodos de ensino, pois ela se baseia na multiplicidade de experiências ocorridas nos diversos avatares por onde a alma percorre seus caminhos vivenciais, como um ser individual. As diversidades do nosso tempo de criação, nossas heranças reencarnatórias, experiências emocionais e mentais, ambientes sociais onde ocorrem essas mesmas experiências, estruturas sexuais, masculinas ou femininas, e motivações várias desenvolvidas na atualidade particularizam os seres humanos com vocações, tendências, interesses, grau de raciocínio e discernimento ―sui generis‖.
Relativos e não generalizados devem ser os modos de ver as coisas e as pessoas. O próprio direito penal classifica e pune os crimes dentro dos padrões do ―intencional‖ ou ―doloso‖, ―passional‖ ou ―ocasional‖. Por que o Poder Inteligente que nos rege iria julgar-nos sem levar em conta nosso ―tempo da ignorância‖ e nossa relatividade?
Como educar ou avaliar genericamente, usando o mesmo critério, crianças que receberam uma educação cheia de energia e vida, ensinadas a questionar e criar; a ter curiosidade e admiração pela natureza; e outras que só vivenciaram discussões, agressões e comportamentos medíocres por entre odores de bebidas alcoólicas e nicotina, sem uma visão saudável de Deus; ao contrário, temerosa, distorcida, adquirida através da crença de um ser ameaçador e temperamental?
O Amor de Deus programou-nos simples inicialmente para permitir que nos desenvolvêssemos, de forma gradativa, até atingir maiores plenitudes e totalidades.
Temos, pois, que seguir essa programação da Natureza, ou seja, caminhar dentro desse projeto estabelecido pelas leis universais para atingirmos a nossa integração como seres espirituais. Esse processo evolucional nos mostra que podemos estar um pouco atrás, ou adiante, das criaturas, embora cada uma delas tenha suas características próprias e certas de acordo com sua idade astral. Nesse decurso evolutivo, todos nós passamos por fases de egoísmo e orgulho até atingirmos mais tarde as grandes virtudes da alma. Consideremos, portanto, que não seremos censurados por estar nessas fases ―primitivas‖, porque o que chamamos de ―defeito‖ ou ―inferioridade‖ seja, talvez, a passagem por esses ciclos iniciantes onde estagiamos. Lembremos que essas ―fases‖ ou ―ciclos‖ não foram criados por nós, mas pelos desígnios de Deus, que regem a Natureza como um todo. Coisas inadequadas que vemos em outras pessoas podem ser naturais nelas, ou mesmo do ―tempo da sua ignorância‖, e representam características próprias de sua etapa evolucional na estrada por onde todos transitamos, alguns mais avan-çados e outros na retaguarda. A vida moderna nos deu raciocínio e reflexão, maturação intelectual e um desenrolar de novas descobertas, ensinando-nos formulações racionais surpreendentes para que melhor pudéssemos compreender os métodos de evolução e progresso em nós mesmos e no Universo. Não somos responsáveis por aquilo que não sabemos, não sofreremos um castigo por atos ou atitudes que ignoramos. Talvez essas idéias de punição, alienatórias, sejam os frutos da incapacidade de nossa reflexão sobre a Bondade Divina, O que chamamos de ―sofrimento‖ é simplesmente ―resultado‖ de nossa falta de habilidade para desenvolver as coisas corretamente, pois na vida não existem ―prêmios‖ nem ―castigos‖, somente as conseqüências dos nossos atos.
Vale, porém, considerar que, à medida que nossa consciência se expande e maior lucidez se faz em nossa mente, maiores serão nossos compromissos perante a existência. ―Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas agora dizeis que vedes e é
por isso que vosso pecado permanece em vós‖.6 Podemos pretextar ignorância, mas se tivermos consciência de nossos feitos isso sempre será levado em conta. Avaliemos atentamente: os tesouros da alma que já integramos nos obrigarão a prestar maiores ou menores contas perante a Vida Maior.

6 João