sábado, 28 de janeiro de 2012

O BULLYING E A ROTURA DE VALORES MORAIS

O BULLYING assimila todos os moldes de atitudes agressivas, premeditadas e recalcadas, que acontecem sem causa evidente, adoptadas por um ou mais estudantes contra outros, ocasionando dor e angústia, e efectuadas num relacionamento desigual de poder. O desequilíbrio de poder é uma das causas primárias, que levam à possível a intimidação da vítima, pois ela é feita geralmente em grupo e não permite que o lesado se possa defender.

Infelizmente já se tornou um problema mundial, ponto vital de ataque, Escolas, Instituições e Colégios particulares, mesmo não existe preferência do meio, porque nada lhes é adverso, eles actuam em qualquer um, a nível rural, citadino, não existe preocupação da parte dos intimidadores, para eles é mais um sítio, mais, e só apenas isso.

A maior fragilidade é a omissão, da parte das Instituições, talvez por medo de represálias.
Estes jovens não têm empatia, ou relacionamento averbado a amizades. Geralmente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais não existe relacionamento afectivo entre seus membros.

Seus pais exercem uma pobre ou nenhuma influência sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou expansivo. Claro que isso se vai reflectir num futuro recente, dos jovens, quando adultos terão com toda a certeza um comportamento anti-social e violento, podendo vir a adoptar, inclusive, atitudes delinquentes ou de criminalidade inconsequente, a qual não terá parâmetros de quantificação.

Os atingidos são pessoas tímidas, e sem meios de poderem defender-se, pela sua fragilidade, tudo porque a pouca sociabilidade, lhes retira o apoio ou então nutrem dum sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda.

Estas individualidades vivem sem esperança quanto às possibilidades de se ajustarem ao agregado que os envolve. A baixa auto-estima é enorme, e reforçada pelas por ingerências críticas ou pela indiferença dos seres que estão à sua volta, sobre seu sofrimento. O mais saliente é que muitos crêem ser merecedores da malvadez que lhe é tributada.

A falta de amizade, passividade, quietude dá-lhes a inoperância para reagir em sua defesa. Claro com tudo isto o desempenho escolar caí por terra, permanecem e aguentam todo este horror ou negam-se a ir para a escola, até simulam doenças. Andam de colégio para colégio com assiduidade, ou repudiam os estudos. Há jovens que tomam os extremos da depressão acabando por tentar ou cometer o suicídio.

Tudo isto está banalizado por falta de coerência e de tomadas de medidas que equacionem a defesa destes jovens.

Em tempos remotos, nós já verificamos estas passagens, pelas perseguições da inquisição, aos que falavam com os seus Deuses da época, mais recentemente pelas perseguições horrendas dos Judeus, mas se meditarmos sobre tal situação verificaremos que os extractos que mais humilham, são aqueles que nem precisam materialmente de nada, mas tem ausência de escrúpulos, usando e abusando atropelando todos os valores do respeito pelo próximo, diria mesmo que estamos em período, inquisitório, onde a Lei é só uma, o medo pelo medo.

Estamos em mudanças enormes, os valores Familiares estão a ser pressionados, pelos cortes materiais, pois vive-se cada vez mais apertado economicamente, os Pais não tem presença atempada em casa, ambos trabalham, chegam e cruzam-se, quase nem um sorriso tem para dividir, tal é o afastamento. O desemprego, agregado também ao enorme desamor entre familiares, redunda numa enormidade de divórcios, mas nada que não se supere, o período matriarcal está a perder força, e o poder patriarcal está em crescendo mais uma vez! Mas desta forma voltamos às raízes pensam vocês!’, Não amigos isto, é apenas o começo do defraudar da imposição da lei de afinidade, pois quem colhe ventos semeia tempestades. Não adianta lamentarmo-nos, porque tudo tem a sua causa e efeito, e o desagregamento, familiar a cobiça, o prazer desmedido e o recalcamento do pretérito tem como cobrança a desordem de valores e troca abrupta da vida equilibrada para uma de provação e expiação. Quem quer deter-se, quem toma a bandeira da responsabilidade da violência!? É fácil, os culpados, não existem, somos todos nós por incúria, facilitismo, e devaneio que saímos da estrada da vida espiritual, da moldagem das almas pelos valores evangélicos, nada nos falta, mas tudo se perde, apenas queremos um pouco mais acima, porém esquecemo-nos, que a crise não é só amoedada, mas principalmente pela falta de conhecimento moral, espiritual e intelectual. As ocorrências dos espectáculos, levam muita gente, mas a mascara da verdade, não mostra o que vai no interior, é tudo platónico, nada de que o Universo vivente não estivesse à espera, as intempéries aumentam, os acidentes mortíferos aumentam, as catástrofes estão aí, mas ninguém procura reflectir que a maior calamidade saí de nós, dos nossos sentimentos , das nossas atitudes, da corrupção de valores, e da falta de sensibilidade, para os valores que encerram a continuidade no caminho da felicidade, amigos não esqueçam seus objectivos, a razão que os trouxe aqui a este plano, porque cá viemos, o que fazemos aqui senão resgatar, crescer,,aprender a amar, mas se assim não queremos viver e ousamos tomar tudo pela ausência de amor, então preparem-se as cobranças só ainda agora começaram, o Mundo passa pela sua mudança, e os que quiserem seguir os caminhos da solidez, da comunhão dos ensinamentos do Mestre que tomem da enxada e que não deixem a faina, porque existe muito por desbravar, uns terão de ajudar os outros, porque muitos irão ranger os dentes, mas depois disso a suavidade dos céus, fará vibrar as alegrias do amor…. Vamos arregaçar as mangas , tomar o arado e lavrar o terreno que há por lavrar , porque a seara ainda tem muito para trabalhar, tenhamos fé, generosa e amemos, o próximo, Deus fará o resto.

Amigos, tudo começa em nós, cada um, será sempre uma centelha que no seu mapeamento mental tem que discorrer o sentido  do seu caminho, por isso não deixemos que se avolume a obra, vamos arregaçar as mangas e unir esforços em caridade amando, e sendo perseverantes, sem vencedor ou vencidos, mas acrescidos  da verdade redentora, o amor em caridade.

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Victor Passos